O que mudou no cálculo do Lucro Presumido em 2026

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O que mudou no cálculo do Lucro Presumido em 2026

O Lucro Presumido sempre foi um dos regimes tributários mais utilizados por empresas brasileiras que buscam previsibilidade e menor burocracia na apuração de impostos. 

Porém, a partir de 2026, esse modelo passou por uma mudança relevante que impacta principalmente empresas com faturamento mais elevado.

A alteração foi introduzida pela Lei Complementar nº 224/2025, que modificou a forma de cálculo da base do IRPJ e da CSLL quando a empresa ultrapassa determinados limites de receita.

Na prática, o regime não acabou — mas deixou de ser linear. Agora existe uma presunção escalonada, o que exige planejamento tributário constante.

Neste artigo completo do Eu Contador, você vai entender o que mudou, quem será afetado e quando o Lucro Presumido pode deixar de ser vantajoso.

O que é o Lucro Presumido e como funciona

O Lucro Presumido é um regime tributário destinado a empresas com faturamento anual de até R$ 78 milhões. Nele, o governo presume qual é o lucro da empresa com base em um percentual fixo aplicado sobre a receita bruta.

Ou seja, não importa o lucro real da empresa — a tributação parte de uma margem estimada pela legislação.

Depois de definida essa base, aplicam-se:

  • IRPJ: 15% sobre a base presumida
  • CSLL: 9% sobre a base presumida

 

Além disso, a empresa também paga:

  • PIS e COFINS cumulativos (3,65%)
  • ISS ou ICMS conforme atividade
  • INSS sobre folha de pagamento

 

A vantagem sempre foi a simplicidade: não há necessidade de apuração contábil do lucro real para calcular esses impostos.

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Como era o cálculo até 2025

Até o final de 2025, a presunção era uniforme, independentemente do faturamento da empresa. Bastava aplicar o percentual sobre toda a receita.

Principais margens:

  • Comércio e indústria: 8% para IRPJ e 12% para CSLL
  • Serviços em geral: 32% para IRPJ e CSLL
  • Atividades hospitalares: 8% IRPJ e 12% CSLL

 

Veja um exemplo prático:

Empresa de serviços faturando R$ 100.000

Base IRPJ = 100.000 x 32% = R$ 32.000
IRPJ = 15% sobre R$ 32.000 = R$ 4.800

Base CSLL = 100.000 x 32% = R$ 32.000
CSLL = 9% sobre R$ 32.000 = R$ 2.880

O faturamento não alterava a lógica. Quem faturava R$ 50 mil ou R$ 5 milhões usava exatamente a mesma regra. Isso tornava o regime previsível — e extremamente atrativo para empresas com alta margem de lucro.

O que mudou no cálculo do Lucro Presumido em 2026

A partir de 2026, foi criada uma margem de presunção progressiva.

Empresas que ultrapassarem os seguintes limites:

  • R$ 1.250.000 por trimestre ou
  • R$ 5 milhões por ano

 

Terão aumento de 10% na base presumida sobre a parcela excedente.

Importante: A alíquota não mudou. O que mudou foi a base de cálculo.

Agora o faturamento é dividido em duas partes:

  • Até o limite → regra antiga
  • Acima do limite → presunção maior

 

Exemplo prático comparativo

Empresa de serviços faturando R$ 6 milhões/ano

Margem padrão: 32%

Até R$ 5 milhões
Base = 5.000.000 x 32% = R$ 1.600.000

Excedente: R$ 1.000.000

  • Nova margem = 32% + 10% = 35,2%
  • Base excedente = 1.000.000 x 35,2% = R$ 352.000

 

Base total = R$ 1.952.000

Antes da mudança: a base seria R$ 1.920.000

Sendo assim, podemos afirmar que quanto maior o faturamento, maior será o impacto financeiro.

Quem será mais afetado pelas novas regras do Lucro Presumido?

A mudança atinge principalmente empresas que possuem:

  • Alta lucratividade
  • Baixa folha de pagamento
  • Estrutura enxuta
  • Margem elevada

 

Perfis comuns:

  • Clínicas médicas
  • Empresas de tecnologia
  • Consultorias
  • Produtores digitais
  • Agências de marketing
  • Prestadores de serviço intelectual

 

Esses negócios eram justamente os maiores beneficiados pelo Lucro Presumido. Agora, podem perder parte dessa vantagem.

Quando o Lucro Presumido deixa de ser vantajoso

Antes, o regime era quase automático para serviços com alta margem. Agora depende de análise.

Ele pode deixar de ser interessante quando:

  • A empresa cresce muito
  • Possui muitos custos dedutíveis
  • Investe em equipe
  • Tem despesas operacionais altas

 

Nesses casos, o Lucro Real pode se tornar competitivo porque permite descontar despesas.

Empresas que nunca consideraram essa migração passam a precisar avaliar anualmente.

Qual o impacto do novo cálculo do Lucro Presumido na precificação?

A mudança não afeta apenas impostos, afeta o preço de venda. Empresas que ignorarem o aumento da carga tributária podem:

  • Reduzir margem sem perceber
  • Comprometer fluxo de caixa
  • Perder rentabilidade

 

Muitos negócios terão de recalcular contratos e honorários para manter o lucro líquido.

O planejamento tributário virou obrigatório

Antes, o regime podia ser escolhido com base apenas no faturamento. Agora é necessário projetar:

  • Receita anual
  • Margem de lucro
  • Estrutura de custos
  • Folha de pagamento
  • Investimentos

 

Sem essa análise, a empresa pode pagar imposto maior do que deveria. O erro mais comum será manter o Presumido por hábito, não por estratégia.

Como se preparar para a mudança

Algumas medidas são essenciais:

  • Revisar projeções financeiras
  • Simular Lucro Real x Presumido
  • Avaliar distribuição de lucros
  • Rever estrutura societária
  • Acompanhar faturamento mensal

 

A decisão passa a ser dinâmica, não anual e automática como antes. Empresas em crescimento devem revisar isso ao longo do ano, não apenas em janeiro.

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Conclusão

O Lucro Presumido não acabou, mas mudou de comportamento. Ele deixou de ser um regime linear para se tornar progressivo na prática.

A partir de 2026, empresas acima de R$ 5 milhões passam a pagar mais imposto, mesmo mantendo a mesma atividade e margem.

Isso significa que o regime ideal agora depende muito mais de análise financeira do que apenas de tradição.

Quem continuar escolhendo o regime sem planejamento pode perder competitividade e lucratividade.

Se sua empresa está crescendo ou se aproximando desse faturamento, o momento de revisar sua estratégia tributária é agora. O regime correto não será mais uma escolha padrão, será uma decisão estratégica anual.

Para saber mais, montar um planejamento tributário e evitar que a sua empresa seja penalizada pelo pagamento excessivo de impostos, conte com o time de especialistas do Eu Contador!

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Bruno Nascimento

Fundador e CEO da AJMED – Contabilidade Médica e euContador – Contabilidade Digital, tendo mais de 20 anos de experiência no mercado contábil. Possui mais de 3500 alunos, 250 CNPJs sob gestão e mais de 200 médicos em seu escritório. Possui a formação Academia de Contabilidade Médica, que forma centenas de alunos todos os anos.

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